Comunidade Ucraniana

A comunidade ucraniana no Brasil e sua contribuição para o incremento das relações Brasil e Ucrânia.

VITORIO SOROTIUK

Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira

Junho de 2010

  1. A comunidade ucraniana no Brasil.

Os descendentes de ucranianos no Brasil constituem hoje uma comunidade de mais de 500 mil pessoas e estão localizados em sua maioria – cerca 80%, ou seja, acima de 400 mil –, no Paraná e os demais principalmente ao norte de Santa Catarina, mas também no Rio Grande do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Rondônia, Brasília, Minas Gerais e demais Estados. No Paraná a maior concentração de ucranianos encontra-se em Curitiba, com aprox. 55.000 pessoas (cerca de 3% da população local), mas o maior percentual local ocorre no Município de Prudentópolis, onde numa população de acima de 50 mil, os habitantes de origem ucraniana somam mais de 38 mil, ou seja cerca de 75% da população local, seguido de Mallet, onde o percentual de descendentes de ucranianos gira em torno de 60%, Paulo Frontin – aprox. 55 %, Ivaí  e Antônio Olinto – aprox. 45%, Rio Azul e Roncador – aprox. 30%, União da Vitória e Paula Freitas – aprox. 25%, Cruz Machado e Pitanga – aprox. 20%, Irati – aprox. 12%; em outras cidades o percentual é abaixo de 10%.

A organização civil e religiosa da comunidade ucraniana no Brasil é mutuamente integrada e interdependente.

Na organização civil destaca-se a Representação Central Ucraniano-Brasileira, que em sua forma atual foi constituída em 1985. Ela congrega e representa diante dos órgãos governamentais e entidades civis nacionais e estrangeiras as principais entidades constituídas na comunidade e suas organizações: Sociedade Ucraniana do Brasil, Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana, Sociedade Unificação, Associação da Juventude Ucraíno-Brasileira, Igreja Ucraniana Católica no Brasil e Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil;  A sociedade Ucraniana de União da Vitória; o Museu do Milênio de Prudentópolis.

A Igreja Ucraniana Católica no Brasil é a maior organização comunitária de cunho religioso e cultural entre os ucranianos no Brasil. Está presente aqui, junto aos ucranianos e seus descendentes, desde 1896.

Atualmente a sua hierarquia é composta pelo bispo Eparca e 2 bispos auxiliares. Sua estrutura é composta de 25 paróquias, 236 igrejas, com 21 padres diocesanos e 62 padres da Ordem de São Basílio Magno atuando no Brasil e 13 no exterior. Convém ressaltar a presença de um bispo emérito, bem como de outro, que hoje atua no exterior. A destacar também há 5 congregações religiosas femininas: Servas de Maria Imaculada – com 100 anos de atividade em 2011, Irmãs Catequistas de Sant’Ana (congregação fundada no Brasil, em Vera Guarani, Município de Paulo Frontin-PR), Irmãs Basilianas, Irmãs de São José e Instituto Secular do Sagrado Coração (fundado no Brasil, em Prudentópolis-PR). Essas instituições possuem centenas de membros, atuando na pastoral junto às Igrejas (atendendo crianças, jovens e adultos em sua formação religiosa e cultural), bem como em escolas, particulares e públicas, como também na direção de hospitais, centros de saúde, orfanatos e casas de apoio aos idosos.

A Igreja Ortodoxa Ucraniana no Brasil, sob a jurisdição do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, tem 1 arcebispo, 2 protopresbíteros mitrados e 8 padres, 4 subdiáconos, 18 igrejas e 2 padres atuando fora do Brasil.

            As Atividades Culturais e Associativas: grupos folclóricos, bordados, pêssankas, culinária e museus.

Atualmente existem no Brasil vinte e quatro grupos folclóricos ucranianos organizados e mantidos pela comunidade: Barvinok, Vesselka, Poltava, Kalena ( União da Vitória), Ivano Kupalo, Verkovena, Zoriá, Sonhachnek, Volênia, Spomen, Kiev, Solovey, Dibrova, Svitanok. Odessa, Blavat, Tchoven, Vesna ( Mafra ), Stchastia, Dunay, Kalena ( Apuracana), Vesná ( Roncador ), Soloveiko e Grupo Folclórico Paulo Frontin.     Todo ano, em uma cidade diversa, realiza-se o Festival Nacional de Danças Ucranianas no Brasil. Este ano terá lugar em Curitiba no dia 13 de novembro terá lugar o XVII Festival Nacional de Danças Ucranianas em homenagem ao mais antigo, o Grupo Folclórico Barvinok, que completa 80 anos de existência ininterrupta. No ano de 2009, no XVI Festival, pela primeira vez tivemos a presença de um grupo folclórico da Ucrânia, o grupo Pokutia, e a presença do Ministro da Cultura da Ucrânia Vasyl Vovkun.

         A tradição dos bordados típicos ucranianos passa de geração a geração. O seu uso dá-se nos paramentos religiosos, para os grupos folclóricos e no adorno das residências, principalmente as toalhas e almofadas. Na cidade de Prudentópolis existe uma cooperativa que congrega 160 mulheres bordadeiras.

A pêssanka já é uma tradição artesanal da região sul do Brasil. A tradição é ensinada nas escolas ucranianas e em cursos específicos. Há artesãos que sobrevivem profissionalmente com a sua produção. Nós ousamos a fazer um desafio à Ucrânia e à Diáspora para organizar um concurso internacional de pêssankas, pois, poderemos não ser os primeiros na arte, mas estaremos entre os melhores.

          Quatro iguarias típicas ucranianas já são citados em livros brasileiros como integrantes da culinária nacional brasileira: o borscht, o perohê, holuptsi e  kutiá. A arte ucraniana das lingüiças ( kovbassa ) e de azedar pepinos também se tornaram típicas, principalmente no Estado do Paraná.

Recentemente duas grandes pesquisas patrocinadas pelo governo brasileiro foram levadas a efeito no Estado do Paraná sobre o acervo da construção das Igrejas (Igrejas Ucranianas – Arquitetura da Imigração no Paraná» fruto de um trabalho de pesquisa de 4 anos do Instituto Arquibrasil. O projeto teve a coordenação Geral de Key Imaguire Júnior ) e da construção das casas ( Casa Eslavo-Paranaense de Joel Laroca Junior ).

A comunidade possui dois museus. Um em Curitiba junto à Sociedade Ucraniana do Brasil – Subras e outro maior em Prudentópolis. Em Curitiba a Prefeitura Municipal de Curitiba construiu um Memorial Ucraniano, constituído por uma réplica da primeira igreja ucraniana construída no Brasil, uma Pêssanka e agora um monumento às vítimas do Holodomor.

Dois antigos jornais são mantidos. O centenário jornal Pracia de cunho religioso de Prudentópolis e o Xliblorob, agora em edição eletrônica editado pela Sociedade Ucraniana do Brasil – SUBRAS. A Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana – TPUK tornou-se ponto de cultura nacional. Desde o Brasil todos podem ter notícias pelos sites mantidos pela comunidade – o da Representação Central Ucraniana é http://www.rcub.com.br e todos podem escutar música ucraniana o dia todo, desde o Brasil, Rádio Zabava -www.radiozabava.com.br/

 A história da imigração.

 A Imigração Ucraniana para o Brasil teve início no ano de 1891, com a chegada das primeiras oito famílias de imigrantes da cidade de Zolotiv, região de Lviv, oeste da Ucrânia para a cidade de Mallet, Estado do Paraná. Chegaram ao Brasil em data de 23 de agosto de 1891. Essa é a referência que atualmente utilizamos para as comemorações do centenário da imigração e agora para os 120 anos, porque temos informações históricas mais precisas. Mas há indícios que outras famílias tenham se instalando antes.

Entre 1895, 1896 e 1897 chegou a primeira grande imigração massiva totalizando aproximadamente 20.000 imigrantes. Eram todos originários da Galícia. A vasta região onde se localizaram era constituída de 271.000 almas.

A segunda onda de imigrantes para o Brasil verificou-se entre 1908 a 1914 também provenientes da Galícia e a motivação foi o emprego na construção da estrada de ferro entre São Paulo e o Rio Grande do Sul. Nesse período chegaram 18.500 imigrantes.

Calcula a historiadora Oksana Boruszenko que até o final da Primeira Grande Guerra o número de imigrantes ucranianos no Brasil era de 45 mil pessoas. Entre as duas grandes guerras ingressaram no Brasil aproximadamente 9.000 imigrantes ucranianos. E após a segunda Grande Guerra aproximadamente 7.000.

A quarta onda. O número de imigrantes ucranianos após 1991 para o Brasil é muito pequeno. A política imigratória do Brasil atualmente busca atrair mão de obra qualificada e especializada. Um grande número de professores ucranianos foram aceitos nas universidades brasileiras. E o maior contingente de ucranianos na atualidade será de profissionais que trabalharão na construção da Empresa binacional Ucraniana-Brasileira Cyclone Space que constrói um base de lançamento de foguetes em Alcântara, no Estado do Maranhão.

Com isso podemos concluir que 80 por cento da imigração ucraniana para o Brasil já possui um século de existência no território brasileiro e o restante dos 20 por cento mais de meio século.

Todo o patrimônio material e imaterial da cultura ucraniana no Brasil foi construído pelo esforço da própria comunidade ucraniano brasileira. É a força histórica da cultura e da alma ucraniana que brota e viceja em qualquer terreno.

  1. 3.   O Brasil e a Proteção da Cultura.

O Brasil é um país de 190 milhões de habitantes, multiétnico e multicultural.

Uma das características do Brasil é que não somente um reconhece a identidade do outro, mas intercambia. Em nossos grupos folclóricos participam membros de outras etnias. Não é raro ver um descendente de africano ou de japonês dançando hopak. O coreógrafo do grupo folclórico ucraniano Verkovena é descendente de italianos. Em verdade grande parte de nossa imigração já é miscigenada.

Atual constituição do Brasil de 1988 estabelece que constitui patrimônio cultural brasileiro o conjunto dos bens materiais e imateriais portadores de referência dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. E a comunidade ucraniana residente no Brasil é um desses grupos formadores da nação brasileira.

Antes o Brasil trabalhava com seus três principais grupos étnicos formadores: o português, o negro e o índio. Agora, vem reconhecendo a contribuição dos outros grupos europeus ( italianos, alemães, holandeses, espanhóis, suíços, poloneses e ucranianos, principalmente ), asiáticos, sendo o principal deles o japonês e os povos árabes, principalmente os libaneses e a comunidade judaica.    

No ano de 2009 tivemos a visita do Ministro da Cultura do Brasil Juca Ferreira à comunidade ucraniana no Estado do Paraná, com a presença nos principais monumentos e locais de interesse cultural. Três igrejas ucranianas de forte significado cultural estão sendo restauradas pelo governo brasileiro e um novo museu ucraniano será construído pelo governo federal no município de Prudentópolis.

Com dificuldades mantemos o ensino da língua ucraniana nas escolas ucranianas. Ela é ensinada na Universidade Federal do Paraná em Curitiba e agora a Universidade Central do Estado do Paraná criou um centro de estudos eslavos e está em vias de firmar um acordo com a Universidade de Dnipropetrosk para a formação de professores e tradutores para a língua ucraniana.

Em data de 19 de Janeiro de 2.010 o Presidente Luis Inácio Lula da Silva sancionou a LEI Nº 12.209, DE 19 DE JANEIRO DE 2010. que instituiu o dia 24 de Agosto como o Dia Nacional da Comunidade Ucraniana. O Estado do Paraná também já editou a Lei Nº 14.496 de 11/08/2004 de autoria do Deputado Felipe Lucas estabelecendo a data de 24 de agosto como dia estadual da comunidade ucraniana, igualmente o Estado de Santa Catarina com a Lei 14.302 de 11 de janeiro de 2008.

No dia 2 de Dezembro os chefes de Estado do Brasil e da Ucrânia assinaram uma declaração conjunta em Kiev onde consta no item 27: Ao recordar o elo humano da imigração que une os dois países, os dois Presidentes expressaram seu apoio às atividades da comunidade ucraniana no Brasil e da comunidade brasileira na Ucrânia como importante forma de preservação e enriquecimento da cultura e das tradições de ambos os países e do caráter multinacional das sociedades brasileira e ucraniana. Reafirmaram seu apoio às comemorações, em 2011, num e noutro país, dos 120 anos da imigração ucraniana para o Brasil.

Em data de 19 de maio último realizou-se em Brasília audiência com o Secretário Geral do Ministério das Relações Exteriores do Brasil Ministro Antonio de Aguiar Patriota, acompanhados do Presidente da Comissão de Cultura e Educação da Câmara dos Deputados Deputado Ângelo Vanhoni, Vitorio Sorotiuk Presidente da Representação Central Ucraniano Brasileira e Rafael Lucas Vereador de Irati e ficou agendada a formação de uma comissão interministerial para a coordenação das atividades da comemoração dos 120 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil.

No dia 1.º de junho realizou-se encontro da Comunidade Ucraniana do Brasil com o Governador do Estado do Parnaá Orlando Pessutti para tratar das Comemorações dos 120 anos da Imigração Ucraniana para o Brasil em 2011. O Governador designou uma Comissão Especial governamental para as comemorações dos 120 anos da imigração ucraniana, com a participação de membros da comunidade.

  1. 4.   A comunidade ucraniana brasileira e as relações Brasil e Ucrânia e os interesses das Relações entre a comunidade ucraniana e a Ucrânia.           

Durante toda essa existência viveu a maior parte do tempo sem contato com o povo e o governo ucraniano.

Após a queda do império Austro-Húngaro, na Ucrânia Ocidental foi criada em 1 de novembro a República Popular da Ucrânia Ocidental, que logo buscou reconhecimento de outros países e com isso esperava o reconhecimento internacional do direito da Ucrânia para a própria independência. Com isso essa República estabeleceu imediatamente relações diplomáticas com os países que a reconheceram, a saber Áustria, Alemanha, Tchecoslováquia, Hungria, Jugoslávia, Itália, Vaticano, USA, Canadá e Brasil. Assim em 1922-1923 esteve no Brasil como representante diplomático do governo da República Popular da Ucrânia Ocidental no Brasil Petró Karmanskiy, que foi recebido pelo Governo do Brasil no Rio de Janeiro, e visitou as colônias do emigrantes ucranianos no sul do Brasil, e também na Argentina, buscando apoio e ajuda financeira para a jovem República. Infelizmente essa independência da Ucrânia teve pouca duração, pois essa logo foi ocupada pela Polônia, na parte ocidental, e caíu sob o domínio soviético no restante do seu território.

Desde então cessou qualquer contato da comunidade ucraniana no Brasil com a pátria-mãe. A ligação permaneceu só na memória e no sentimento.

Sempre foi ansiada a independência da Ucrânia.

No dia 2 de Dezembro de 1991 quando o povo ucraniano votava em plebiscito pela Independência da Ucrânia, no Brasil, na Sociedade dos Amigos da Cultura Ucraniana, em Curitiba, a Representação Central Ucraniana também fez uma votação simbólica, chamando a comunidade a votar, e onde 100% dos votos foram pela independência.

Esse foi um ato simbólico. Moral e atávico. De profundo significado que mantém a aliança entre o povo ucraniano e a comunidade ucraniana brasileira. E ninguém poderá rompê-la.

Já em 1992 a Representação Central Ucraniano Brasileira tomou parte ativa no Fórum Mundial Ucraniano, em Kiev, organizado pelo Governo da Ucrânia. Muitos religiosos das igrejas grego católica desde o início da Independência passaram a ter suas atividades na Ucrânia.

Nossa comunidade colaborou política e financeiramente para a instalação da embaixada ucraniana no Brasil e do primeiro consulado em Curitiba. Recebemos o primeiro ministro Vitold Fokin, o Presidente Leonid Krawtchuk, o Presidente Leonid Kuchma e outras autoridades. Como o Presidente do Parlamento Ivan Plioutch e o Presidente do Tribunal de Justiça Malharenko. Cada novo Embaixador da Ucrânia no Brasil é recebido com festas por nossa comunidade e temos tido um excelente trabalho de apoio mútuo ao longo desses quase 20 anos de relações diplomáticas abertas. Já enviamos convite ao Presidente Victor Yanukovitch para que visite em 2011 a nossa comunidade por ocasião das comemorações dos 120 anos da imigração ucraniana para o Brasil.          Vez por outra surge um desavisado burocrata querendo suprimir o consulado da Ucrânia em Curitiba, capital do Estado do Paraná, onde residem 80% dos descendentes de ucranianos, para cortar gastos, como se a aliança entre o povo ucraniano e o a comunidade ucraniana no Brasil fosse questão de valor monetário. Entretanto, o governo ucraniano segue perto do seu povo no exterior.

Como já ressaltamos, oitenta por cento da imigração ucraniana para o Brasil já possui um século de existência no território brasileiro e o restante dos 20 por cento mais de meio século. Somos brasileiros, lá votamos, lá pagamos nossos impostos, lá rimos e choramos. Essa existência está carregada de valores culturais do povo ucraniano que permanecem, se mesclam, e hoje constitui patrimônio cultural brasileiro.

É nosso interesse que a independência da Ucrânia, que sua economia prospere e a sua identidade cultural se fortaleça. A língua é um patrimônio cultural essencial de um povo. A nossa língua sofreu ataques políticos e culturais severos do tsarismo e do stalinismo e deve se recuperar desse retrocesso imposto. Nós fazemos o esforço para mantê-la no Brasil, temos interesse no intercâmbio para a formação de professores e na difusão da língua.

Temos interesse em um intercâmbio maior de estudantes entre o Brasil e a Ucrânia. Atualmente alguns estudantes de nossa comunidade estudam na Ucrânia. Em dezembro de 2009 o Presidente da Ucrânia e do Brasil assinaram acordo no domínio da Educação e da Cultura. Recentemente o Brasil editou uma Portaria com a qual possibilita o pagamento de bolsas pelo governo brasileiro a estudantes que não tenham recursos. Assim que os acordos forem formalizados acreditamos que mais estudantes do Brasil estarão na Ucrânia e vice-versa.

Do ponto de vista cultural o intercâmbio para a formação de coreógrafos de dança, maestros de música, artesanato e outros devem ser intensificados. Nos últimos anos houve um incremento dessas atividades.

Nós estamos plenamente em acordo com a política externa do Brasil em manter relações diplomáticas e econômicas com todos os países do mundo. São princípios fundamentais a independência nacional; a prevalência dos direitos humanos; a autodeterminação dos povos; a não-intervenção; a igualdade entre os Estados; a defesa da paz; a solução pacífica dos conflitos e o  repúdio ao terrorismo e ao racismo.

A diversificação de nossas relações econômicas, políticas e culturais com os demais países vizinhos da América Latina, a abertura para a África, para os países do leste do europeu e para a índia e Ásia fizeram o país prosperar além de suas condições internas.

Nós como comunidade ucraniana participamos desse processo e dessa existência. Vivemos em nosso país uma fase de crescimento de desenvolvimento nacional e com ele a nossa comunidade também prospera. Não vivemos isoladamente, criando sistemas políticos ou econômicos separados, tudo é integrado com as demais etnias. Mantemos nossa identidade, preservando nossas tradições culturais, na comunhão de um mesmo sistema econômico e político e intercambiamos a cultura.

Quando em 1891 chegaram os primeiros imigrantes ucranianos, com enxadas e foices para desbravar a mata virgem, o Estado do Paraná com um território de 199.709 km² e que constitui 2,34% do território nacional tinha a população de 250.000 habitantes.  Hoje esse esse região possui 10 mihões de habitantes, dos quais 400.000 descendentes de ucranianos, é o primeiro produtor de grãos do Brasil com 22 milhões de toneladas ano, possui Universidades, fábricas de automóveis, grandes cooperativas agrícolas, e o Secretário de Estado da Agricultura é Erikson  Chandoha, um descendente de ucranianos.

Em todos os setores da sociedade estamos presente e muitos de nossos membros são destaque.  Esperemos que neste ou no próxima ano Lviv receba a exposição do pintor paranaense Miguel Bakun cujos país são de Sokal e do Celo Ripniv.

No próximo ano de 2011, quando completamos 120 da imigração e Ucrânia 20 anos da Independência, 120 membros de nossa comunidade pretendem visitar as cidades de Lviv, Zolotiv, Ternopil e Kiev no mês de agôsto, acompanhados de dois de seus grupos folclóricos Barvinok e Poltava. Será um momento importante para mantermos sempre vivos os nossos laços culturais.

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